Criminosos passaram por policiais para executar a vítima dentro de casa
Um homem identificado como Anderson Rohden, natural de SC, foi executado a tiros dentro de uma residência após um grupo armado invadir o imóvel e se passar por policiais. O crime ocorreu depois que vizinhos ouviram cerca de 30 disparos e acionaram a Polícia Militar de Santa Catarina.
Quando a guarnição chegou ao local, encontrou Anderson já sem vida, caído no chão da casa, com múltiplas perfurações por arma de fogo. Espalhadas pelo ambiente havia cápsulas de diferentes calibres, entre eles fuzil 5.56, 9mm e .380, o que indica o uso de mais de uma arma e alto poder de fogo.
Segundo o relato da esposa da vítima à polícia, o casal estava na sala quando dois homens encapuzados, portando armas longas, entraram no imóvel afirmando ser policiais do Rio Grande do Sul. Eles ordenaram que ela e as demais pessoas saíssem da sala. Pouco depois, um terceiro homem, armado com uma pistola, conduziu todos para um quarto e trancou a porta. Em seguida, ela ouviu uma sequência de disparos.
Após os tiros, a mulher relatou ter visto um dos autores sem capuz, descrito como um homem baixo, de boné vermelho e moletom com escrita, aparentando cerca de 30 anos. Ele teria ordenado que ela saísse da sala. Testemunhas afirmaram que, logo depois, os criminosos deixaram um veículo abandonado em frente à residência.
O carro deixado no local era um Volkswagen Polo, que, após consulta, foi identificado como clonado. O chassi correspondia a outro veículo da mesma cor, com registro de circulação em outra cidade do litoral norte de Santa Catarina, sem histórico recente na região onde ocorreu o crime. O automóvel foi utilizado na chegada dos autores e abandonado com a chave jogada ao chão.
Na fuga, o grupo criminoso utilizou uma Jeep Renegade que estava na residência no momento da invasão. O veículo foi levado pelos autores e, cerca de uma hora depois, abandonado em uma rua de outro bairro. A localização foi informada à polícia por meio de uma ligação telefônica.
Além do homicídio, os autores também levaram dois telefones celulares durante a ação. O objetivo do furto ainda é apurado pela investigação.
A ocorrência mobilizou diversas guarnições da Polícia Militar de Santa Catarina, além da Polícia Científica, responsável pela perícia no local do crime e nos veículos utilizados. Após os procedimentos periciais, os automóveis foram encaminhados ao pátio da Polícia Científica.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha para identificar os autores, esclarecer a motivação do crime e apurar se a execução tem relação com o histórico da vítima. Até o momento, ninguém foi preso.





