Dois municípios do Sul de Santa Catarina, Cocal do Sul e Criciúma, estão preocupados com o avanço dos casos suspeitos e confirmados de esporotricose. A doença, que afeta tanto humanos quanto gatos e cachorros, tem deixado os órgãos públicos de Saúde em alerta.
Ambas as cidades passaram por um aumento no número de casos em 2025, mas não foram as únicas no estado. Em Itajaí, no norte catarinense, a condição também têm chamado a atenção. Equipes de saúde e de controle de zoonoses estão mobilizadas para mapear os diagnósticos suspeitos e conscientizar a população sobre a doença.
O que é a esporotricose?
A esporotricose é uma doença fúngica cuja transmissão ocorre por meio do contato direto dos humanos com plantas e terras onde há a manifestação do fungo ou, até mesmo, com gatos e cachorros que também estiveram nesses espaços.
A pessoa que possuir algum tipo de ferida na pele e manusear um dos espaços contaminados pode vir a ser contaminada também. O mesmo vale caso ela seja arranhada por um animal que esteja com a doença.
Sintomas e efeitos da esporotricose
A esporotricose se manifesta principalmente por meio de feridas na pele – no caso dos humanos – e geralmente no nariz – em relação aos felinos. A depender da profundidade da ação dos fungos, também pode causar lesões nos linfonodos, nas mucosas, articulações e atingir órgãos importantes como os pulmões, bem como afetar o sistema neurológico.
Dor e calor também estão entre os sintomas da doença. A depender do local onde as feridas se manifestam, ou da região do corpo atingida, a movimentação da pessoa também pode vir a ser afetada.
Criciúma e Cocal do Sul somam quase 20 casos da doença
Criciúma e Cocal do Sul somam quase 20 casos de esporotricose – levando em consideração humanos e animais. De acordo com o secretário de Saúde de Criciúma, Devid Freitas, são 10 diagnósticos confirmados e um suspeito.
“Temos oito gatos que testaram positivo para a doença e já estão sendo acompanhados. Em humanos, foram dois pacientes de janeiro até agora, os quais também já passaram por todo o período de tratamento. Temos também um paciente em fase de investigação”, disse.
Já a secretária de Saúde de Cocal do Sul, Giovana Galatto, afirma que o município não possui nenhum caso confirmado em humanos. “Só temos casos confirmados em gatos. Em humanos, felizmente nenhum positivo. São oito animais já monitorados e acompanhados por tutores, em tratamento”, pontuou.
Em Criciúma, tutores que identificarem feridas em seus animais podem contatar o Centro de Zoonoses pelo número 3430-0698 para auxiliar no diagnóstico do caso. O tratamento, segundo secretário do município, se dá por meio de medicamentos antifúngicos.
“Tanto para o gato quanto para o ser humano, tratamos com medicamento administrado. Os números dessa doença, quando comparados aos de anos anteriores, são bem significativos. Já são mais de 1 mil casos em gatos e mais de 800 em humanos em Santa Catarina”, pontuou






