Proposta amplia faixa de isenção, reduz imposto para rendas médias e aumenta cobrança sobre os mais ricos.
O Senado Federal aprovou o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física. A partir de 2026, quem ganha até R$ 5 mil por mês deixará de pagar o tributo. Essa decisão representa um passo importante em direção à justiça fiscal, pois corrige uma defasagem acumulada há anos na tabela do imposto.
Além disso, o texto cria uma transição mais justa para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350, aplicando alíquotas menores conforme o aumento da renda. Com isso, o governo pretende equilibrar a arrecadação e reduzir o peso dos impostos sobre os trabalhadores e a classe média.
Contrapartidas para rendas altas
Para compensar a perda de arrecadação, o governo instituiu alíquotas mais altas sobre rendimentos elevados. Pessoas com ganhos anuais acima de R$ 600 mil terão aumento na tributação. A ideia é que quem ganha mais contribua proporcionalmente mais, sustentando o equilíbrio orçamentário sem penalizar a base da população.
O relator do projeto, senador Renan Calheiros (MDB-AL), optou por manter o texto original aprovado na Câmara dos Deputados, evitando alterações que atrasassem a entrada em vigor da medida.
Impactos esperados
Com a nova faixa, cerca de 15 milhões de contribuintes deixarão de pagar Imposto de Renda. Isso deve injetar mais dinheiro na economia, fortalecer o consumo e estimular pequenos negócios.
Ao mesmo tempo, o governo prevê uma renúncia fiscal controlada, que será compensada por novas regras de tributação sobre lucros, dividendos e grandes fortunas. Assim, o ajuste busca reduzir desigualdades sem romper o equilíbrio das contas públicas.
Próximos passos
Após a aprovação no Senado, o texto segue para sanção presidencial. A expectativa é que a medida entre em vigor no início de 2026, valendo para o ano-base de 2025.
Com essa decisão, o governo cumpre uma de suas principais promessas de campanha: aumentar o limite de isenção do Imposto de Renda e aliviar a carga tributária sobre trabalhadores e famílias de classe média.
A nova tabela do Imposto de Renda marca um avanço na busca por justiça fiscal no país. O trabalhador que ganha até R$ 5 mil por mês finalmente respira, enquanto o sistema tributário se torna um pouco mais equilibrado. O desafio agora é garantir que a compensação fiscal seja eficiente e que o país continue crescendo sem comprometer a arrecadação.





