Um homem foi condenado a 16 anos e cinco meses de reclusão pelo brutal assassinato da ex-companheira, ocorrido em 2022, no município de Tubarão, no Sul de Santa Catarina. O julgamento aconteceu na última terça-feira (25), no Tribunal do Júri.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ele foi considerado culpado pelos crimes de feminicídio duplamente qualificado – por motivo torpe e pelo contexto de violência doméstica – e também pela ocultação do cadáver.
A vítima mantinha uma relação marcada por agressões e distanciamento dos familiares. Nos meses que antecederam o crime, ela havia parado de dar notícias, o que levou seus parentes a registrarem um boletim de ocorrência por desaparecimento. As buscas levaram à descoberta do corpo em julho de 2023, carbonizado e enterrado no quintal da casa onde o casal morava.
Investigação revela detalhes chocantes
As autoridades constataram que, após cometer o crime, o condenado tentou ocultar as evidências. Ele queimou e enterrou os restos mortais da vítima, além de passar a utilizar suas redes sociais para simular que ela ainda estava viva. O criminoso também chegou a receber indevidamente o benefício previdenciário da ex-companheira.
O laudo pericial apontou que o crime ocorreu entre 24 de setembro e 1º de outubro de 2022, período em que a mulher teve suas últimas provas de vida registradas. No entanto, só meses depois os restos mortais foram localizados, já em estado de carbonização e fragmentados.
Relacionamento marcado por agressões
A vítima já havia denunciado o agressor antes do assassinato. Em 31 de julho de 2022, ela registrou um boletim de ocorrência relatando agressões físicas e a destruição de objetos dentro da casa. O caso evidenciava um histórico de violência doméstica, que culminou no desfecho trágico.
O condenado já estava preso preventivamente desde a descoberta do crime e teve o pedido de responder em liberdade negado pela Justiça. Ele permanecerá detido para cumprir a pena estabelecida pelo Tribunal.





