O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)
deste ano incluiu em suas questões um estudo que analisa o impacto do agronegócio sobre o campesinato no Cerrado brasileiro, com referências às ideias de Karl Marx.
A inclusão desse conteúdo no exame gerou controvérsia, especialmente entre aqueles que veem no agronegócio um pilar do crescimento econômico brasileiro e um setor vital para o PIB do país. Críticos questionam a adequação de utilizar o ENEM, uma ferramenta educacional com o propósito de avaliar e preparar estudantes para o ensino superior, como meio para o que consideram uma construção de narrativa ideológica.
A controvérsia é agravada pelo contexto de recentes invasões de terras atribuídas ao
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), tanto em Santa Catarina quanto em outras regiões do Brasil. Defensores do agronegócio apontam essas ações como disruptivas e prejudiciais à ordem social e à economia, enquanto os apoiadores do MST as veem como uma forma de resistência dos camponeses frente à expansão do agronegócio e à luta por reforma agrária.





