
O anúncio do governo paulista sobre o início da vacinação contra a covid-19 em janeiro iniciou uma corrida também nos demais estados para, pelo menos, a construção de um planejamento prévio. Em Santa Catarina, o único movimento mais avançado é o da Federação dos Municípios (Fecam), que vai assinar um acordo com o Instituto Butantan ainda nesta semana para garantir aos prefeitos a preferência para a compra da Coronavac, que está sendo desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.
A possibilidade de a Coronavac chegar primeiro no sistemas de Saúde brasileiro também forçou um movimento para que os governos, federal e estadual, possam incorporar todas as vacinas, incluindo a Coronavac, em seus planos de vacinação. Foi nesse sentido que o Grupo Oscar Romero (GOR), encabeçado pelo padre Vilson Groh, coordenador da Rede IVG que reúne seis organizações socioasssistenciais nas periferias da Grande Florianópolis e em Guiné Bissau, na África, enviou carta ao governador Carlos Moisés (PSL) solicitando que o Estado faça acordo com os fabricantes para garantir que a imunização seja universal e gratuita para todos os catarinenses.
Endossado também pelo secretário de Saúde de Santa Catarina, André Motta, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) também defenderam a incorporação pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) de todas as vacinas contra a Covid-19, com reconhecidas eficácia e segurança, especialmente as que já estão sendo testadas no Brasil.
O recrudescimento da pandemia da Covid-19, no mundo e no Brasil, aponta para um cenário de insuficiência de doses para a vacinação de todas as populações. É unânime que a exclusão de uma ou outra vacina já testada e com eficácia comprovada só terá impacto negativo para os mais necessitados.
E apesar de o movimento municipalista puxado pela Fecam já comece a ter resultados também fora de Santa Catarina, com a ida de representantes do Rio Grande do Sul também a São Paulo esta semana para acompanharem a assinatura da parceria com o Butantan, é de suma importância que os governos estaduais e federal tomem frente na coordenação dessa logística, sob o risco de a falta de planejamento impactar negativamente nos que mais precisam.




